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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Pro Tour Team Series Explicado

Com o passar dos anos as equipes se tornaram algo cada vez mais comum e importante no cenário do Magic competitivo, principalmente no que se trata de Pro Tour, afinal de contas, tendo em vista o objetivo de quebrar um formato com o melhor deck possível, trabalhar em equipe torna a tarefa muito mais próxima da realidade. No entanto, a composição das equipes era algo que sempre mudava de campeonato para campeonato, sempre muito fluida. Então, com o objetivo de incentivar os profissionais do Magic a formarem equipes estáveis e de alto nível para as competições, além de introduzir mais um elemento para o qual o fã de Magic pode torcer, foi criado o Pro Tour Team Series.

O lançamento deste novo evento só acontece oficialmente com o início da temporada 2017-2018, no Pro Tour Albuquerque 2017, porém, como um teste para captar a recepção dos jogadores e dos espectadores para o novo evento, um soft launch (pré-lançamento para um público reduzido) foi agendado para esta temporada 2016-2017 com início justamente no Pro Tour Revolta de Éter. Sabendo disso vamos para como a competição funciona propriamente.

Cada equipe precisa conter seis jogadores, um número que permite que regiões menores no Magic, como a Ásia e a América Latina, participarem, sendo um designado como o capitão da equipe, que será a ligação entre a Wizards e os outros integrantes. É importante notar que cada jogador é responsável por sua elegibilidade para competir em cada PT e que ele não é automaticamente convidado para o PT de estréia de sua equipe. Além disso, vale salientar que, uma vez inscrito em uma equipe, um jogador não poderá se juntar a uma outra equipe pelo resto da temporada e substituições no elenco das equipes estão sujeitas a aprovação da Wizards.

Para fazer o registro de sua equipe no Pro Tour Team Series o capitão da equipe precisa enviar sua inscrição com o elenco (nomes e DCIs), nome e logo da equipe até uma data especificada que antecede o primeiro ou o segundo Pro Tour da temporada. Obviamente equipes inscritas no segundo PT não pontuam no primeiro. Os jogadores precisam estar devidamente uniformizados nas competições com o logo de suas equipes bem visível na frente de cada uniforme (para o soft launch a política de uniformes foi flexibilizada para o PTAER).

Com sua equipe devidamente registrada e uniformizada, é hora de competir. Quanto às partidas jogadas, elas ocorrem como em um PT normal, com cada jogador individualmente competindo pelo título de Campeão do Pro Tour de cada edição. Somente ao final de cada evento, de 1 a 3 dias depois, é que a pontuação de cada equipe é atualizada na tabela de classificação que ficará disponível no site oficial da Wizards.

A pontuação será contada da seguinte forma:
  • Para o soft launch: nos dois primeiros PTs, Revolta de Éter e Amonkhet, serão somadas as pontuações em Pro Points dos cinco melhores jogadores de cada equipe, um pedido dos jogadores, já algum membro da equipe pode deixar de se classificar para um Pro Tour. Ao fim do PT Amonkhet os membros das 4 melhores equipes serão automaticamente convidados para participar do último PT da temporada, PT Hour of Devastation, no qual a pontuação dos seis jogadores será contada para a equipe. Ao final, os membros das Top 4 equipes recebem convite para o PT seguinte, PT Albuquerque, e as duas melhores equipes serão convidadas para o Mundial de Magic: the Gathering 2017 onde disputarão num mata-mata o título de Melhor Equipe da Temporada e prêmios.
Premiações para o soft launch.
  • Para a temporada 2017-2018 e seguintes: nos três primeiros Pro Tours serão somadas as pontuações em Pro Points dos cinco melhores jogadores de cada equipe. Ao fim do terceiro PT os membros das 8 melhores equipes serão automaticamente convidados para participar do último PT da temporada, no qual a pontuação dos seis jogadores será contada para a equipe. Ao final, os membros das Top 8 equipes recebem convite para o PT seguinte e as duas melhores equipes serão convidadas para o Mundial de Magic: the Gathering 2018 onde disputarão num mata-mata o título de Melhor Equipe da Temporada e prêmios.
Premiação padrão para o Pro Tour Team Series.
Para o Pro Tour Team Series 2016-2017, como você pode ter visto na nossa página, 32 equipes serão representadas, das quais quatro contém integrantes brasileiros, entre eles os membros do Hall da Fama Paulo Vitor Damo da Rosa e Willy Edel, e o nosso campeão Jabaiano, além de outros nomes que despontam no nosso cenário atual.


E como sempre, se você, não se classificou para o PT e não faz parte de nenhuma equipe, pode acompanhar tudo e torcer para seus jogadores e equipes o que acontece no evento através das transmissões ao vivo da Wizards pelo Twitch e Youtube. Além disso você pode checar a nossa página e sites como a SCG, o Channel Fireball e o MTGGoldifish por novidades.

Há muito para se esperar sobre o Pro Tour Team Series neste e nos próximos PTs. Você gostou desta nova iniciativa da Wizards com equipes? Qual sua equipe favorita? Restou alguma dúvida? Sinta-se livre para usar nossa seção de comentários. Você também pode nos alcançar na página, email (artesaosdomagic@gmail.com) ou twitter (@artesaosdomagic). Obrigado pela leitura.

Thiago Santos

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Platina sem Valor

Mais ou menos um mês atrás, a Wizards, através de Hélène Bergeot, Diretora Global de Jogos Organizados (Director of Global Organized Play), anunciou uma série de mudanças que atingiram o Magic em geral em vários pontos. Nem todas essas mudanças foram bem recebidas pela comunidade e uma em especial foi firmemente rechaçada pelos jogadores, em especial, os profissionais.

A primeira mudança a se notar diz respeito aos formatos dos Pro Tofacilmente  da Copa do Mundo de Magic. A partir da temporada 2017 o Modern deixa de ser um formato de Pro Tours e o Standard passa a ser o único formato Construído a ser jogado nesses eventos. Em contrapartida o formato da Copa do Mundo passa a ser Selado de Equipes e Modern Unificado de Equipes.

Essa é uma mudança que já vem sendo discutida há algum tempo no Magic e ganhou muita força após a Invasão Eldrazi. Muitos compartilhavam da opinião de que o Modern não se sustentava como formato de Pro Tour, já que este, além do ambiente competitivo e de reunir os melhores jogadores profissionais, chamando a atenção para o Magic como um E-Sport, tem a missão de, se não popularizar, ao menos trazer os holofotes e para a coleção recém lançada. Nesse sentido o Standard é o formato que mais atende esse requisito, pois sua base de cartas reduzida e rotação consolidada fazem com que o set que está sendo lançado, que, afinal, dá nome ao PT, represente no mínimo 1/6 do formato. Então, para onde iria o Modern, afinal de contas?

A resposta dada a nós foi Copa do Mundo de Magic. A Copa do Mundo é um grande evento no qual, além dos melhores jogadores se reunirem para competir, como é esperado num evento desse porte, eles formam equipes nacionais em busca pelo título de campeão. É um evento que vem ganhando cada vez mais popularidade, então não é pouca coisa que o Modern seja o formato escolhido. E, se os formatos não te agradam quando jogados em equipe, só resta dizer que o Modern continua sendo um formato válido e muito usado para GPs, PPTQs e RPTQs, e as lojas ainda têm liberdade para fazerem seus campeonatos, então, não, o Modern não morreu.

A segunda mudança diz respeito ao Mundial de Magic e sua premiação. Para o campeonato de 2016 houve um aumento significativo no prêmio que passou a ser de $250.000,00 ($70.000,00 para o campeão). Já o campeonato de 2017 vai contar com premiação total de $500.000,00 ($100.000,00 para o campeão), o dobro de 2016! Essas são notícias que, à primeira vista, agradam muito, mas, de onde vem o dinheiro? Essa pergunta se relaciona diretamente com a terceira mudança, que diz respeito ao Pro Players Club, à categoria Platinum, em específico, e um pouco também no Hall da Fama do Pro Tour.

Então, a terceira mudança diz respeito ao cachê recebido por jogadores Platinum e também por jogadores Hall da Fama. Quanto ao Hall da Fama, os jogadores, ao invés de receber uma gratificação de aparição em todo e qualquer PT e Copa do Mundo que jogarem, vão receber $1.500,00 apenas nos PTs em que houver as cerimônias de novas turmas do Hall. É um decréscimo considerável, mas que só atinge alguns poucos jogadores, então, pode ser mais facil aceitado. Quantos aos Platinum, seu cachê passa a ser de $250 por aparição em PT, Copa do Mundo ou Classificatórios para a Copa do Mundo (antes era de $3.000 para PT, $1.000 para Copa do Mundo e $500 para Classificatório). É um decréscimo gigantesco, que atinge uma parcela bem maior de jogadores, já que qualquer um que joga competitivamente ao menos sonha em alcançar o Platinum, mais ainda aqueles que já estão na categoria, ou no Gold, ou seja, os melhores jogadores que temos.

E foi aí que o mingau azedou. Muitos viram essa mudança como a morte do Platinum e até a morte do competitivo. Quem já era Platinum podia argumentar que o esforço havia sido muito grande, grande demais, para chegar ali e ver seu objetivo desmoronar. Quem era Gold podia dizer que a mudança retira quase todo o incentivo que se tinha de perseguir uma classificação melhor. Para uma comparação rápida, as diferenças entre o Gold e o Platinum são basicamente os cachês recebidos e eles, com um valor tão baixo, não valeriam a pena. Por fim, não haveria mais incentivo para jogar competitivamente, se, a qualquer momento, as recompensas pudessem sumir.

O barulho foi tanto que dois dias depois Hélène Bergeot novamente veio se pronunciar com palavras, dessa vez, de desculpas. Nesse anúncio ela reitera o acréscimo na premiação do Mundial, mas volta atrás a respeito da situação com os Platinum. Diz que “sem intenção, nós quebramos a confiança dos jogadores Platinum, aqueles que estão trabalhando para atingir esse staus, e a Comunidade de Magic em geral” e também que “nos importamos muito com o Magic, seus jogadores e seus pro players e escutamos a comunidade” e qualifica a discussão como saudável.

No entanto, ao final, fica a promessa de até o PT de Lua Arcana, em agosto, planos para a melhoria do Magic competitivo serem reacessados, com consultoria e feedback dos profissionais levadas em consideração. De fato, o Magic precisa de mudanças em seu cenário competitivo, quase qualquer um concorda com isso, e embora seja o maior jogo de cartas do mundo, quando colocado, pelas ações da própia Wizards, como repercutiu novo diretor, como um E-Sport, o jogo ainda tem muito que aprender.

E você, como ficou em tudo isso? Qual a sua opinão sobre as mudanças feitas e quais outras deveriam acontecer? A seção de comentários está ao seu completo dispor. Obrigado pela leitura.

Thiago Metralha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Invasão no Pro Tour

Eldrazi, Eldrazi, Eldrazi, Affinity, Eldrazi, Eldrazi, Affinity e Eldrazi. Só um monte de palavras? Não. Um monte de palavras de Magic? Também não. Alguns arquétipos comuns de se jogar? Ainda não. Essas palavras acima são simplesmente o resultado do último Pro Tour, o PT Juramento das Sentinelas. O Top 8 em ordem de classificação, contendo nada menos do que 6 decks Eldrazi, 2 Affinity e uma falta de cor nunca vista antes. Histórico.

No entanto, vamos pelo começo. O Metagame do dia um foi, em partes, como as previsões apontavam. Affinity e Burn eram os decks mais jogados, com 13% do campo, seguidos pelo Infect com 8%. Surpreendentemente, empatado com o Infect, estava o não tão recente Eldrazi, com 32 jogadores. Outra surpresa para alguns, o Tron não foi nem mesmo um fator nesse Metagame. Muitos apostavam que o deck seria bem mais jogado, já que uma de suas piores partidas, o Twin, acabara de ser banida, mas isso acabou não se realizando. Também há de se notar que as variantes de BGx têm, juntas, 10% dos decks.

No dia dois o número de jogadores cai pela metade, mas há poucas mudanças significativas nas porcentagens. Agora os quatro decks mais jogados estão claramente separados, com Affinity na liderança, seguido por Burn, Eldrazi e Infect, respectivamente. E também no dia dois conhecemos os nossos vencedores.

De todas as partidas do PT, excetuando-se a parte de Selado, apenas 21 jogadores conseguiram uma campanha de, no mínimo, 8 vitórias. 8 vitórias significa uma performance excelente no construído sendo necessário um 4-2 no Selado para ter uma chance concreta no Top 8. Esse é o clube de elite do Pro Tour, com apenas 5,1% de todos os jogadores inscritos na competição.

Nestas condições vemos a verdadeira estrela do torneio brilhar como nunca antes. O deck que começou com 8% do campo mostra sua força ao lançar 10 jogadores com campanhas extraordinárias. É quase metade e isso é, certamente, incrível. Affinity também mostrou uma resiliência monstruosa e foi o único deck, com exceção dos Eldrazi, a colocar mais de um jogador nessa posição.

E é claro que isso nos leva ao incrível Top 8, antes mencionado. Eldrazi domina todas as atenções e vence o Pro Tour Juramento das Sentinelas pelas mãos de Jiachen Tao e sua construção UR.
Jiachen Tao ficou com a taça.
Agora vamos pôr em termos gerais para uma pequena análise. É claro que o grande vencedor desse Pro Tour foi o Eldrazi que saiu de 8% para seis jogadores com três construções diferentes no Top 8. É importante salientar que esse deck estava sim no radar dos Top Players no período antes do PT, mas a forma como ele se saiu foi verdadeiramente uma surpresa, que, a meu ver, é devida a dois fatores principais: a infestação de Burns, partida ridiculamente fácil para o deck, e a experiência e talento dos jogadores e equipes que pilotaram o deck.

O segundo melhor deck foi o Affinity que agarrou as 4ª e 7ª colocação. Entretanto o deck, que foi acima da média em tudo, cai muito em comparação com os campeões.

O perdedor do PT, vocês já devem prever, foi o Burn. Encontrou um Metagame muito difícil de se enfrentar e piorou muito o fato de o CFB estar usando 4 Cálice do Vácuo, que finalmente encontrou um deck em que se encaixa perfeitamente, de Main. Realmente uma decepção para os aficcionados pelo deck.

Outro deck que decepcionou foi o Infect, que começou com 8% do campo, mas não foi muito vitorioso. O deck acabou encontrando muitas partidas Mirror e contra o Affinity pelo caminho, e isso foi uma barreira muito grande, de fato.

Para o futuro é bom não se esquecer que os decks Eldrazi ainda não estão resolvidos. A cada dia surgem novas construções para o arquétipo, que deve evoluir ainda um pouco ainda pelos próximos campeonatos. Quanto ao tão pedido banimento acho provável que ele aconteça, já que a Wizards normalmente se atenta muito a esse tipo de reação dos jogadores, mas não o desejaria tão logo, afinal esta é somente a primeira sexta depois do PT. O martelo, no momento, tende mais ao Olho de Ugin, embora eu ache que banir o Templo dos Eldrazi também seria aceitável.

Por fim é bom lembrar que esse alvoroço todo foi causado por uma coleção pequena, que foi OGW. Um impacto inicial muito superior ao de BFZ, uma coleção muito maior.

E isso é quase tudo. Se há algo mais, alguma reclamação, história triste ou engraçada, sua opinião sobre o assunto, qualquer coisa, sinta-se livre para usar a seção de comentários.

Thiago Metralha

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Brasil é Grande

O Brasil é um grande mercado em expansão, no que se diz a respeito de jogos, todos já devem ter ouvido falar disso, e, no quesito Magic: The Gathering, isso não deixa de ser verdade, é claro. Temos uma massa imensa de atuais jogadores e uma ainda maior de jogadors potenciais, cujo objetivo e desafio da Wizards, neste momento, é cativar.

A história completa do Magic no Brasil é difícil de ser remontada, mas é de conhecimento geral que desde a chegada oficial, em 1995, com o lançamento da 4ª Edição, em português, o mercado se mostrou muito receptivo ao jogo e foi se desenvolvendo naturalmente, com lojas, torneios e jogadores despontando neste meio.

Três anos depois receberíamos nosso primeiro grande campeonato oficial, sancionado e organizado pela Wizards, com o apoio dos representantes nacionais, é claro. O GP Rio 1998 foi sediado, obviamente, na cidade do Rio de Janeiro no Museu Histórico Nacional. Jogadores de todo o Brasil e também de países vizinhos viajaram para jogar e apreciar o jogo. Também marcaram presença outros jogadores vindos da Europa, Ásia e EUA.

O campeão do evento foi Jon Finkel, ficamos apenas com o quarto lugar de Carlos Jeucken de Almeida, e, como era de se esperar, os decks brasileiros estavam um pouco atrasados em relação aos dos EUA, mas ficou aqui uma grande experiência no que se diz do Magic profissional.

De lá para cá muito tempo passou, o Magic passou por muitas mudanças e o Brasil também. O mercado se expandiu consideravelmente e continua em expansão e a Wizards vê isso com grande interesse.

Este ano tivemos dois Grand Prix em solo brasileiro, o GP São Paulo e o GP Porto Alegre, que agitaram o Magic por todo país, e para o ano que vem está programado outro GP em São Paulo.

Também podemos destacar a recente CCXP, que ocorreu semana passada, com um estande inteiro dedicado ao Magic e com a presença de personagens da comunidade de Magic brasileira.
O estande do Magic na CCXP.

No cenário competitivo ainda estamos um pouco atrasados, mas também marcamos presença forte e somos bem representados, com 5 membros no Pro Players Club, atualmente, e destaque a Willy Edel, membro Gold do Pro Players Club e da Classe de 2015 do Hall da Fama do Pro Tour, Paulo Vitor Damo da Rosa, membro Platinum do Pro Players, Classe de 2012 do Hall da Fama e Top 8 no PTBFZ, e também ao Thiago Saporito, atualmente membro Platinum do Pro Players, Top 4 do PTKTK e uma das promessas do Brasil para o futuro.
O Trio Brasileiro

Entretanto, se os investimentos derem frutos, e houver uma união entre mercado local para levar mais jogadores ao competitivo, muito em breve veremos mais nomes brasileiros nas coberturas de torneios por todo o mundo.

Então, meu caro, ainda há muito no futuro do Magic no Brasil, muito a melhorar, muito a mudar, mas você pode ter absoluta certeza do que está falando quando dizer para qualquer um: “O Brasil é grande”.

E você tem alguma crítica ou comentário ao Magic no Brasil? À CCXP? À Wizards? À nós? Então não deixe de comentar.


Thiago Metralha

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pro Tour Explicado

Hoje é dia de um grande evento no calendário do Magic mundial, é dia Pro Tour, ou, popularmente, PT. Entretanto, nem todos os jogadores de Magic, mesmo aqueles que já jogam há algum tempo, estão realmente por dentro da competição, então, nada mais oportuno do que explicar um pouco o funcionamento do campeonato, esclarecer algumas dúvidas e deixar mais acessível para o jogador comum o mundo do Magic profissional. Além disso, é bom ter um lugar para reunir as informações mais importantes.

A primeira coisa a se saber sobre o Pro Tour é que ele, na verdade, não é um evento isolado, é uma série de eventos, um Tour, do Magic profissional, todos jogados no formato Standard. Os PTs duram três dias e são separados por temporadas, cada uma com quatro paradas pelo mundo, e seguem acompanhando o lançamento das coleções no Magic, duas semanas após o lançamento oficial. Obviamente, a competição tem premiação em dinheiro, mas é interessante como somente a participação já é bem valorizada entre os jogadores, já que significa que você faz parte da elite dos jogadores no mundo.

Agora a parte em que vocês estão mais interessados: como participar do PT. O PT é um torneio fechado e para participar é necessário o convite da Wizards, então, vamos explicar as formas de consegui-los. Em seu site a Wizards cita seis modos de jogar o Pro Tour, que são:


  • Ganhando o convite pelas qualificatórias. 
  • Ganhando um evento Magic Online Championship Series. 
  • Tendo boa qualificação em Grand Prixes anteriores. 
  • Tendo um aproveitamento de, no mínimo, 33 pontos (11-5), no PT anterior.
  • Através do status do Pro Player Club. 
  • Sendo um membro do Hall da Fama do Pro Tour.